sábado, 30 de agosto de 2014

É assim que acontece

Primeiro não acreditamos no que acabou de acontecer, depois começamos a acreditar e começa a criar-se um pánico dentro de nós. Um pánico que quase nos possuí por completo... E aí quase nos tornamos impossíveis de controlar seja o que for: as emoções, as reacções, a própria vida. Sentimo-nos simplesmente incapazes. Tudo o que fazemos é sentir. Sentir a dor, a agonia, a mágoa, os apertos no peito, os nós na garganta, as lágrimas a deslizarem pelo rosto abaixo. Vem a saudade e a saudade instala-se. E nós de tão frágeis que estamos não a conseguimos mandar embora e fazemos a única coisa que temos feito: sentir. Sentimos saudade e ela faz questão de marcar presença... Os pensamentos surgem, fluem e ela abraça-nos, abraça-nos com tanta força que quase nos sufoca, mas não mata. Fica por uma hora, um dia, uma semana, um mês, quiçá até um ano. Umas vezes imóvel e invisível, mas sempre presente. A diferença é que nem sempre aperta com toda aquela intensidade, mas nós estamos cientes de que ela ali está e só podemos aceitar isso e aprender a viver com isso.
Assim é a perda. Assim é a vida.

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