Dei por mim a procurar-te, ansiosamente. Os meus olhos revistavam tudo o que pudessem. O batimento do meu miocárdio estava acelerado e todas as minhas tentativas para o acalmar eram vãs. O sangue bombea. A adrenalina percorria todo o meu corpo. Respirava fundo, bufava... Nada. Continuava a procurar-te. Não te via. "Onde estás?", questionava-me para dentro. Procurava-te de novo. "Ele não vem... Mas ele tem de vir". Pensamentos sob pensamentos. Quase me afoguei no poço dos mesmos. Vi-te. "Aí estás tu". Viste-me sem me quereres ver. Fingi não ter as emoções ao rubro. Falei calmamente. Sorri. Nada me afecta - pensei. E assim o vou fazendo. Enganando os que passam na rua, enganando-te a ti e tentando me enganar a mim. De tanto dizer a mesma mentira, um dia acabará por se tornar verdade. Espero. E assim vou esperando. Dia após dia. O dia de hoje foi só o primeiro.
Vês o meu sorriso, mas não me olhas nos olhos. Só os olhos falam o que a boca esconde. E tu preferes ver a superfície, em vez de veres o que está para lá, no fundo. Ignora-me. É-te mais fácil.
Engana-te. Engana-me. Vamos fingir.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Finjamos, então
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