quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Um pássaro

Vejo querer, sim e vejo desejo também. Leio as palavras e ouço-as do mesmo jeito. Elas chegam até a mim. Mas repara, o que fazes tu para mudar a situação do presente? "Ah, mas isto e aquilo" - chega! Não. A sério, basta. Sempre soube que "palavras leva-as o vento" e continua sendo assim. Demonstro o que te tenho para dar, mas não me peças mais quando nem sequer o devo fazer. Tão pouco tu o deves receber de mim pelas circunstâncias do agora. E o "agora" és tu quem o estás a criar e a alimentar.
Não mando em ti. Nunca mandei. Mas não exijas de mim aquilo que nem tu (me) consegues dar, nem me faças sentir culpada de algo que eu faço ou digo, quando eu sou a que não deve nada a ninguém.
Eu sou um pássaro.

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