Sinto, mas não me sinto.
Comparo-me a uma pedra lançada ao rio, afogando-me a cada dia que passa um pouco mais até atingir o fundo e fique lá, por tempos indetermináveis.
Disse a mim mesma que era só uma fase e ando nesta fase há meses. Ela insiste em instalar-se em mim, pronta para viver mais em mim e de mim do que alguma vez alguém viveu. E com ela vem este pânico absurdo, este vazio incalculável... E eu estou farta. Eu estou cansada e quero sair daqui.
Queria que a pedra fosse levada pela corrente, para um sítio alcançável e que alguém a apanhasse e a guardasse... a protegesse. Porque ninguém imagina a agonia que é estar sentada no fundo do rio, sem conseguir atingir nada, nem ninguém. Nem sequer ser capaz de pedir ajuda.
domingo, 29 de novembro de 2015
Like a stone
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