domingo, 1 de maio de 2016

Gosto e não gosto de ti

Gosto de ti.
Gosto de ti quando estás atento às mais pequenas coisas, quando ficas deitado comigo na cama simplesmente a conversar sobre o que quer que seja, quando me pedes para ir buscar a nutella para me acompanhares enquanto vemos as minhas séries ou quando me deixas vê-las enquanto estás entretido a ver televisão, quando me perguntas "já alguém te disse que és linda hoje?", quando me irritas por me "violares" a boca, quando testas os meus limites, quando fazes planos a curto prazo (ou a longo), quando estás prestes a ir embora mas voltas atrás para me dar mais um beijo de despedida, quando sinto que estás sempre por perto até mesmo quando estás longe, quando violas as regras por mais que não gostes. Gosto de ti quando falas com todas as certezas do mundo que é para ser, quando tornas tudo possível, quando me fazes rir, quando me apareces à porta de casa só porque estás com saudades, quando me tiras as inseguranças do corpo porque aos teus olhos sou a rapariga mais perfeita e mais amada do mundo, quando me fazes experimentar coisas novas, quando me fazes abrir os meus horizontes - contigo sempre presente neles -, quando me dás a conhecer o teu mundo. Gosto de ti quando me ouves, quando contigo posso divagar sobre a coisa mais estúpida de sempre que se for preciso tu até a alimentas, quando falas tão abertamente das tuas coisas comigo tornando-as minhas também, quando fazes de mim tu, quando te fundes comigo, quando encaixas comigo. Gosto de ti porque falas de mim no futuro como se fosse tão certo como é o nosso presente. Gosto de ti porque tens o olhar mais terno do mundo, o riso mais cómico de sempre. 
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Não gosto de ti.
Não gosto de ti quando para ti é tanto faz ou como eu quero, quando não insistes, quando não te importas ou não te queres importar. Não gosto de ti quando dizes que estás cansado quando eu só tenho vontade de estar contigo, quando eu quero mais mimo do que aquele que tu dás, quando ressonas. Não gosto de ti quando estupidamente me fazes sentir que já não gostas de mim por meras fracções de segundos, quando me fazes sentir que te assustei quando te falo sobre família. Não gosto de ti quando me fazes pensar que te sufoco ao dizeres que eu realmente dou bué mimos como se eu fosse chata, quando me fazes sentir que sou demais e tu demenos ou vice-versa.
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E no meio dos gostos e não gostos, percebo que simplesmente não dá para parar de gostar. Que mesmo não gostando, eu gosto e percebo que gosto ainda mais quando não estou a gostar.
Gosto de ti no melhor e no pior. Exactamente como és. Gosto de ti nos teus dias azuis e mais ainda nos teus dias cinzentos. E sinto-me capaz de gostar para sempre.

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