Nunca fui amada direito. Nunca fui o grande amor de alguém. Aquele amor que tanto dá vida como tira. Aquele amor que te põe no cimo de um pedestal, como se te venerasse. Naquele amor que te torna tudo e que assume que és esse tudo sem medo, sem rodeios. Aquele que assume a ti, e ao mundo. Que te segreda ao ouvido mas que se precisares grita ao mundo, para que não hajam dúvidas. Não me lembro de estar insegura e compreenderem isso e tentarem-me dar a segurança que eu precisava, em vez de "bates mal da cabeça" ou "pára com essas coisas, já irritas". Não tive alguém com a paciência para lidar com o meu fucked up, com as minhas crises. Eu nunca estive no cimo do pedestal de alguém. Não me lembro da sensação de ser só eu na vida de alguém. Não me lembro de não haver um passado, uma história mal contada ou mal terminada. Não me lembro de não haver um "mas...", um "só que...", um "desculpa" por isto ou por aquilo. Não me lembro de não haver impedimentos, de não haver terceiros... Enfim, de não haver merda. E merda atrás de merda. Porque eu nunca fui amada direito.
E por isso hoje carrego cicatrizes, feridas, marcas.
Hoje que sou amada direito, descarrego os medos e os receios, vindos onde não são bem-vindos. Faço de uma gota um tsunami. E mesmo sabendo o quão ridícula posso estar a ser, não consigo deitar para trás das costas e pensar que é diferente. Que desta vez está tudo certo. Desta vez eu amo na proporção que sou amada. Que desta vez é a vez.
Perdoa-me por todas as vezes que fui e que irei abaixo, mesmo que não o mereças.
É só que... Eu nunca fui amada direito.
sábado, 30 de abril de 2016
Desabafos da noite
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