sexta-feira, 1 de julho de 2016

(?)

As coisas em mim continuam a acontecer. O amor em mim ainda vive, sobrevive. A esperança que nunca há-de ser alcançada continua cá. Os olhos vêem o óbvio... mas eu ignoro e vou ignorando. E só me questiono... Como é não sentir a minha falta, quando eu sinto tanto a tua?Como é não pensar em mim, quando continuas a ser o meu primeiro pensamento de todas as manhãs?Como é partir sem ficar partido?Para onde foi todo esse sentimento que tanto dizias sentir? E o brilho nos teus olhos... os dragões no teu estômago... para onde foi o teu mundo de mim?Tento não pensar. Tentar deixar para lá. Mas eu sempre falo o que sinto, sempre ponho a exacta imensidão nas minhas palavras e quando não ponho é porque ela não cabe nelas, simplesmente.Foi por gostar demais. Foi por me dar demais. Foi porque deixei-te leres-me e ainda assim deixaste-me antes de me decifrares por completo. 
A ti, que te pedi que me lesses para sempre, paraste no início.A ti, que te pedi que me procurasses a cada vez que sentisses a minha falta... nunca mais quiseste saber de mim.
E o pior é que eu quero sempre saber de ti. Procuro-te todos os dias. Talvez um dia te encontre. Talvez não.

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