quarta-feira, 6 de julho de 2016
sexta-feira, 1 de julho de 2016
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As pessoas ficam sempre surpreendidas quando voltas, quando ousas dizer olá e, pior, quando decides ficar. Questionam porque não te abandono... como se não fosses tu a deixar-me em paz, como se eu te procurasse.
De ti já fugi, já me escondi as vezes que só eu e tu sabemos. E ainda quando estou bem, tu atreves-te sempre a visitar-me. Nem que seja só para um pequeno estrago, um pequeno susto. Fica escuro quando vens. Não há estrelas no céu em nenhuma noite e nem a lua eu sinto-me capaz de encontrar. Ocultas tudo e fazes de ti o meu mundo. Apoderas-te como se eu tivesse que viver de ti, para ti, contigo. Trazes-me as mais cruéis imagens, as piores memórias, as mais massacrantes questões e deixas-me cair as vezes que eu mais não aguentar ficar de pé. És veneno. És pesadelo. És a comida estragada que me dá a volta ao estômago. És o medo de viver. És o nó na garganta. És a prisão. És o frio. És a solidão... e ainda assim a companhia constante, persistente, chata. És o prender do respirar. És as lágrimas e o soluçar. És o descontrolo. És a raiva, a tristeza, a apatia. És o vazio. Preenches-te em mim de nada que és, com tanto que depositas. E eu vou deixando quando o que eu quero mais é que te vás embora. Deixa-me livre. Deixa-me ser. Deixa-me viver. Vai-te embora, de vez. Por favor.
(?)
As coisas em mim continuam a acontecer. O amor em mim ainda vive, sobrevive. A esperança que nunca há-de ser alcançada continua cá. Os olhos vêem o óbvio... mas eu ignoro e vou ignorando. E só me questiono... Como é não sentir a minha falta, quando eu sinto tanto a tua?Como é não pensar em mim, quando continuas a ser o meu primeiro pensamento de todas as manhãs?Como é partir sem ficar partido?Para onde foi todo esse sentimento que tanto dizias sentir? E o brilho nos teus olhos... os dragões no teu estômago... para onde foi o teu mundo de mim?Tento não pensar. Tentar deixar para lá. Mas eu sempre falo o que sinto, sempre ponho a exacta imensidão nas minhas palavras e quando não ponho é porque ela não cabe nelas, simplesmente.Foi por gostar demais. Foi por me dar demais. Foi porque deixei-te leres-me e ainda assim deixaste-me antes de me decifrares por completo.
A ti, que te pedi que me lesses para sempre, paraste no início.A ti, que te pedi que me procurasses a cada vez que sentisses a minha falta... nunca mais quiseste saber de mim.
E o pior é que eu quero sempre saber de ti. Procuro-te todos os dias. Talvez um dia te encontre. Talvez não.
sábado, 4 de junho de 2016
Quem é que ama assim?
Pensar na sorte que é ter-te do meu lado. Lembrar-me disso todos os dias e saber que te devo lembrar também. Não pôr a possibilidade de mais nada, nem ninguém porque és o melhor, porque não dá vontade de procurar pelo que quer que seja. Porque simplesmente não há.
Pôr amor nas mais pequenas palavras, nas mais pequenas atitudes. Porque quando se ama, ama-se sem intervalos. Pelo menos, eu amo(-te).
É a vontade de dar carinho como se nos percorresse as veias com vontade de passá-lo de um corpo para o outro - da pessoa que se ama. É os olhos sorrirem com o sorriso ou com a gargalha da pessoa. É viver o entusiasmo da pessoa. É partilhar a felicidade, as vitórias. É aconchegar quando os dias cinzentos chegam. É a pessoa dizer "vai" mas eu saber que devo ficar mais do que nunca e acima de tudo querer ficar e mostrar que fico. É a necessidade do toque. É sentir falta quando não está lá. É a indiferença marcar tanta diferença. É o amor não se esgotar, mesmo quando a paciência parecer estar a quebrar. É não ter que perder por nada para dar todo o valor. É a empatia, a compreensão. É a saudade não dita mas sempre sentida. É a vontade louca de apertar mas ficar parada no tempo com medo de se parecer ridícula por sentir tanto. É o receio da pessoa não aguentar os excessos. É ter sede e fome, mas nem sempre me darem água nem comida - metaforicamente falando. É o amor suportar quando algo falha, quando as coisas não são como eu quero. É querer viver no auge, na intensidade, na expressão.
É viver do amor, para o amor, com o amor.
E eu sou louca, porque... quem é tão intenso assim? Quem é que ama assim?
quarta-feira, 1 de junho de 2016
About love
Pessoas precisam de ser conquistadas todos os dias. Amar não é só dizer "amo-te". E estar não é só físico. Silêncio diz muito. E muitas palavras podem ser vazias. Sentimentos vão e vêm. Sentimentos ficam. O meu ficou. O meu está e o meu é. Às vezes vejo o amor nas pequenas coisas, outras vezes... não o vejo. A ti que me vês, deixa-me ver-te a ti também.
Miss understanding
Porque vocês nunca compreendem. Porque eu tento falar, tento explicar palavra por palavra o que sinto, como vejo e ninguém entende.
Ninguém entende os meus excessos, o amor que ponho nas coisas e nas pessoas.
Sou uma dramática, lunática.
Tanto tenho o meu mundo, como faço de ti o meu mundo.
E uns dias odeio-me por ser assim. Outros dias acho que sou uma sortuda por ser assim.
Quem me mandou sentir demais?
Quem me ensinou a carregar tanta coisa no peito?
Quem se esqueceu de me ensinar a lidar com tanto dentro de mim?
quinta-feira, 12 de maio de 2016
És tu
Não escrevo para ser bonita. Escrevo para ser sentida. Para que me leias, me interpretes, me sintas, me saibas. Escrevo para me dar, me doar, me transmitir. A ti e só a ti. Porque só assim me faz sentido.
Dar-me-te. Pertencer-te. Ser-te.
Entrelaçar-me em ti, fundir-me em ti e fazer-me tua.
Hoje sou tua. E vou sendo, todos os dias.
Sou nós, és nós. Somo-nos. Somamo-nos. E vamos sempre sendo mais.
Sendo mais um no outro, um para o outro, dia após dia.
Sendo mais um no outro, um para o outro, dia após dia.
Cedo-me a ti. Cedo-me em ti. És o meu porto seguro. O meu refúgio.
Abro o meu pequeno ser ao teu grande coração que faz de mim gigante.
E em ti cresço. Cresço e deixo-me florir, deixo-me colorir.
Não há melhor jardim, que o teu corpo.Não há melhor cantarolar de pássaros, nem vento a soprar nas árvores, nem ondas a rebentar, que a tua voz.Não há melhor sol, que os teus olhos.Porque simplesmente não há melhor.
domingo, 1 de maio de 2016
Gosto e não gosto de ti
Gosto de ti.
Gosto de ti quando estás atento às mais pequenas coisas, quando ficas deitado comigo na cama simplesmente a conversar sobre o que quer que seja, quando me pedes para ir buscar a nutella para me acompanhares enquanto vemos as minhas séries ou quando me deixas vê-las enquanto estás entretido a ver televisão, quando me perguntas "já alguém te disse que és linda hoje?", quando me irritas por me "violares" a boca, quando testas os meus limites, quando fazes planos a curto prazo (ou a longo), quando estás prestes a ir embora mas voltas atrás para me dar mais um beijo de despedida, quando sinto que estás sempre por perto até mesmo quando estás longe, quando violas as regras por mais que não gostes. Gosto de ti quando falas com todas as certezas do mundo que é para ser, quando tornas tudo possível, quando me fazes rir, quando me apareces à porta de casa só porque estás com saudades, quando me tiras as inseguranças do corpo porque aos teus olhos sou a rapariga mais perfeita e mais amada do mundo, quando me fazes experimentar coisas novas, quando me fazes abrir os meus horizontes - contigo sempre presente neles -, quando me dás a conhecer o teu mundo. Gosto de ti quando me ouves, quando contigo posso divagar sobre a coisa mais estúpida de sempre que se for preciso tu até a alimentas, quando falas tão abertamente das tuas coisas comigo tornando-as minhas também, quando fazes de mim tu, quando te fundes comigo, quando encaixas comigo. Gosto de ti porque falas de mim no futuro como se fosse tão certo como é o nosso presente. Gosto de ti porque tens o olhar mais terno do mundo, o riso mais cómico de sempre.
~
Não gosto de ti.
Não gosto de ti quando para ti é tanto faz ou como eu quero, quando não insistes, quando não te importas ou não te queres importar. Não gosto de ti quando dizes que estás cansado quando eu só tenho vontade de estar contigo, quando eu quero mais mimo do que aquele que tu dás, quando ressonas. Não gosto de ti quando estupidamente me fazes sentir que já não gostas de mim por meras fracções de segundos, quando me fazes sentir que te assustei quando te falo sobre família. Não gosto de ti quando me fazes pensar que te sufoco ao dizeres que eu realmente dou bué mimos como se eu fosse chata, quando me fazes sentir que sou demais e tu demenos ou vice-versa.
~
E no meio dos gostos e não gostos, percebo que simplesmente não dá para parar de gostar. Que mesmo não gostando, eu gosto e percebo que gosto ainda mais quando não estou a gostar.
Gosto de ti no melhor e no pior. Exactamente como és. Gosto de ti nos teus dias azuis e mais ainda nos teus dias cinzentos. E sinto-me capaz de gostar para sempre.
sábado, 30 de abril de 2016
Desabafos da noite
Nunca fui amada direito. Nunca fui o grande amor de alguém. Aquele amor que tanto dá vida como tira. Aquele amor que te põe no cimo de um pedestal, como se te venerasse. Naquele amor que te torna tudo e que assume que és esse tudo sem medo, sem rodeios. Aquele que assume a ti, e ao mundo. Que te segreda ao ouvido mas que se precisares grita ao mundo, para que não hajam dúvidas. Não me lembro de estar insegura e compreenderem isso e tentarem-me dar a segurança que eu precisava, em vez de "bates mal da cabeça" ou "pára com essas coisas, já irritas". Não tive alguém com a paciência para lidar com o meu fucked up, com as minhas crises. Eu nunca estive no cimo do pedestal de alguém. Não me lembro da sensação de ser só eu na vida de alguém. Não me lembro de não haver um passado, uma história mal contada ou mal terminada. Não me lembro de não haver um "mas...", um "só que...", um "desculpa" por isto ou por aquilo. Não me lembro de não haver impedimentos, de não haver terceiros... Enfim, de não haver merda. E merda atrás de merda. Porque eu nunca fui amada direito.
E por isso hoje carrego cicatrizes, feridas, marcas.
Hoje que sou amada direito, descarrego os medos e os receios, vindos onde não são bem-vindos. Faço de uma gota um tsunami. E mesmo sabendo o quão ridícula posso estar a ser, não consigo deitar para trás das costas e pensar que é diferente. Que desta vez está tudo certo. Desta vez eu amo na proporção que sou amada. Que desta vez é a vez.
Perdoa-me por todas as vezes que fui e que irei abaixo, mesmo que não o mereças.
É só que... Eu nunca fui amada direito.
quarta-feira, 30 de março de 2016
Do nada ao muito
Acho que te quero desde a primeira vez que te vi. Da primeira vez que senti que eras alguém. A primeira vez que te olhei e senti que realmente existias. Acho que te quero desde que percebi do quão bem conseguias amar e do quão bem conseguiria amar-te e juntos nos conseguiríamos amar um ao outro - por mais precoce que a minha mente estivesse a ser naquele dia. E foi - eu sei. Mas de todos os achos que já escrevi neste parágrafo, consegui dizer duas das certezas mais improváveis que há um mês me poderiam passar pela cabeça. E hoje, a minha terceira certeza é que te amo. Por mais que me contenha, por mais que não o diga, por mais que pense "é cedo demais". E de todas elas, esta é a que me faz mais feliz.
Vivo com a certeza de te querer, de te amar.
Vivo com a felicidade que é carregar-te no peito. De ver o teu sorriso, de sentir o teu cheiro, o teu abraço protector, da tua pele na minha, dos teus olhos nos meus.
Vivo de ti, por mais assustador e sufocante que isso possa soar. E acredita, eu tenho medo disso.
Hoje sinto-me completa por todas as coisas improváveis e precoces que tive e tenho contigo, e só peço que, por mais repentinas que tenham sido, durem e perdurem por muito e muito tempo.
És o meu desejo de todas as noites. O meu pensamento de todas as manhãs.
E que assim continue.
[Obrigada por todas as improbabilidades repentinas. És(-me) tanto!]
Wave
És a melhor onda do oceano.
Em ti, tive a sorte de conseguir mergulhar.
Fiz de ti o meu mar.
E afogar-me em ti é viver.
E vivo(-te).
[Se fizesse sentido não seria eu.]
Em ti, tive a sorte de conseguir mergulhar.
Fiz de ti o meu mar.
E afogar-me em ti é viver.
E vivo(-te).
sábado, 26 de março de 2016
About someone
Contigo é tudo tão diferente, tão novo, tão surreal, tão tu.
Deste-me a oportunidade de começar do zero, a oportunidade de um novo rumo, a oportunidade de fazer certo desta vez. Deste-me a oportunidade de fazer dar certo para mim mesma, de me sentir preenchida, de ser feliz.
A ti que tens-me dado do teu mundo, fica como tens ficado. Dá-te como tens-te dado. Pertence-me como tens-me pertencido. Faz-te meu que eu já me fiz tua. Agora sou tua... E eu sei que me sentes tua.
Em ti confiei cegamente. Dei dois passos à frente e nem um único atrás. E assim fiquei e assim estou. E a melhor parte é que não dá para me arrepender.
Fazes com que tudo faça sentido, mesmo quando não há sentido nenhum. Fazes tudo valer a pena, até quando esse tudo é um simples nada ou apenas um silêncio. Contigo até as coisas mais banais têm sentido. Contigo até o preto tem mais cor que um arco-íris, e eu adoro preto. Tu sabes.
Agora a vida vale a pena e eu quero que ela valha por muito, muito tempo. Contigo.
Obrigada por seres. Obrigada por estares. Obrigada por existires.
You
Não és a minha luz ao fundo do túnel. És o meu túnel cheio de luzes.
Contigo perco-me e encontro-me, vezes e vezes sem fim.
quarta-feira, 9 de março de 2016
O teu livro
Lês-me como se eu fosse um livro aberto e eu não sou. Lês-me como se eu fosse fácil de decifrar e não sou. E mesmo assim tu consegues. E mesmo assim tu insistes e vais gostando de ler tudo o que tenho em mim. E isso vai-me tornando um livro aberto para ti.
Gosto que me leias. Gosto quando me interpretas... Do jeito que interpretas.
Sabes aquele jeito fucked up que tu gostas? Acontece que ele acabou por gostar de ti também.
Então... só não deixes de me ler... por favor.
Faz de mim o teu livro preferido, com início e sem fim.
Descobre-me todos os dias, um pouco mais.
Lê-me para sempre e deixa-me ler-te.
[Pode ser?]
sábado, 9 de janeiro de 2016
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